Livro | Resenha | Uma longa jornada - Nicholas Sparks

Esse foi o segundo livro de Nicholas Sparks que eu li. O primeiro foi Diário de uma paixão, que como é possível ver na minha resenha, eu gostei. Sua adaptação cinematográfica está até hoje entre os meus filmes favoritos e eu não me arrependo de ter elogiado essa primeira experiência.

Assim como aconteceu na primeira leitura de Nicholas Sparks, também fui ler Uma longa jornada após assistir ao filme (vários meses depois). O filme não tem nenhum ator muito conhecido, a menos que você reconheça Melissa Benoist (de Glee e Supergirl) como a amiga da protagonista, e Scott Eastwood, que basicamente é filho do Clint Eastwood. A grande vantagem do filme em relação ao livro é que ele faz parte daquela curiosa e rara categoria de adaptações que são melhores que suas obras originais.

Por quê? Porque a impressão que o livro dá é que a jornada é realmente muito longa. O filme, em contrapartida, é mais direto, dura menos tempo e dá uma dinâmica mais interessante ao encontro dos protagonistas das duas partes da história.

Explico. O livro é dividido em duas narrativas, que se interrompem ao longo de todo o livro. Começamos acompanhando a narração em primeira pessoa na voz de Ira, um senhor de 91 anos, que sofreu um acidente de carro e, em meio a seu desespero e delírios, começa a reviver momentos de sua vida com a falecida esposa, Ruth.

Logo em seguida, conhecemos Luke e Sophia, dois jovens que vêm de ambientes muito diferentes, se conhecem e se apaixonam sem motivo nenhum.

Então, passamos por essas histórias que a gente sabe que vão se interligar em algum momento, mas parecem nunca chegar lá. E, quando chega... não temos a recompensa esperada.

Falando especificamente sobre Ira e Ruth, mais uma vez Sparks apela para o romance leve e meio brega de duas pessoas que envelhecem juntas e se amam incondicionalmente. É uma história bonitinha e sempre me pega, quando toca na questão de perder um companheiro de uma vida inteira. Uma ideia assustadora, se você parar para pensar nisso também. No entanto, correndo o risco de ser repetitiva, tanto drama e romance torna impossível que a história não soe brega.

Sobre Luke e Sophia, eu não poderia me importar menos com dois protagonistas. Nada contra, eles são até simpáticos, mas não consegui me ligar a eles. O tempo todo Sophia era pintada como aquela garota boa, criada pelos pais amorosos, que só teve uma experiência sexual e precisa de um homem protegendo-a. Sério. A primeira interação entre ela e Luke é quando ele vem defendê-la do ex-namorado agressivo. Mais clichê impossível.

Luke, por sua vez, é um cowboy, peão de rodeios, o típico cara selvagem-bonzinho-romântico que parece um imã para mulheres. O motivo principal de eu não ter ido com a cara dele é que eu sou totalmente contra usar animais para esportes, ainda mais quando o "esporte" em questão envolve tortura e maus tratos. Desculpa, Luke, mas você é uma pessoa ruim só por apoiar isso.

Durante a maior parte do tempo em que eu lia os capítulos de Luke e Sophia, eu queria voltar a ler os capítulos de Ira. E quando ia ler os capítulos de Ira, queria que ele fosse um pouco mais direto ao ponto.

Resultado? Levei meses para ler um livro de 361 páginas e não valeu a pena. Além disso, não me vejo lendo outro livro do Nicholas Sparks tão cedo.

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Se tiver alguém aí que tenha gostado do livro, por favor, não me odeie. Algumas histórias simplesmente não funcionam para todo mundo. E, pode deixar nos comentários qual é a sua opinião sobre o livro e sobre o autor.

Tenham uma boa semana e até a próxima.

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