Livro | Lista | 10 livros que abandonei

Olá pessoas! De volta com uma quase tag. Dessa vez, falando dos livros que passaram pela minha mão e, por um motivo ou outro, não consegui terminar.

Sabe, é impossível ter orgulho de uma lista como essa. Pensei várias vezes antes de fazê-la e, quando fiz, vi alguns títulos que doeram no meu coração de leitora. Por que, por que eu não li aquele livro inteiro? No entanto, eu não sou de ferro. Ninguém é, nem os leitores assíduos. Portanto, estamos todos sujeitos às fases da vida e aos momentos em que um livro simplesmente não se encaixa.

Alguns receberão uma segunda... ou terceira chance, agora que eu tenho um blog e assumi o desafio dos 100 autores. Outros... bom, "os outros são o-s outros".

1) A rosa do povo - Carlos Drummond de Andrade


O primeiro livro da lista representa uma das minhas muitas frustrações literárias: a poesia. Não foi o primeiro, nem o último livro de poesia que eu não li completo, caso de "Poemas Completos de Alberto Caeiro", mas esse foi o que mais me marcou. Há pelo menos dois poemas nesse livro, que eu sou completamente apaixonada: "À procura de poesia" e "A rosa do povo". Antes de doar o livro, inclusive, copiei esses dois poemas e guardei com carinho. O restante, sequer me lembro de ter lido.
Poesia é um enigma indecifrável para mim. Versos decassílabos, simbolismos, rimas... nada disso, nunca, entrou na minha cabeça. Sempre que me perguntam o que eu escrevo eu digo na lata "tudo, menos poesia". Como poderia se sequer sei rimar?
Coloquei Carlos Drummond na minha lista de autores lidos, no post de Desafio dos 100 autores, porque eu li algumas de suas poesias. Mas não li esse livro inteiro.

2) Admirável mundo novo - Aldous Huxley


Esse é um livro que me faz ter raiva de mim mesma. Existem três livros de distopia que você precisa ler na vida: 1984 de George Orwell, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury e Admirável mundo novo, de Aldous Huxley. O que me deixa furiosa é que esse foi o único que tive em mãos e que não era emprestado. Eu tinha esse livro em casa. Comecei a ler e, despreparada na época, parei na parte em que há crianças "brincando" no jardim de uma empresa de tecnologia genética.
Hoje, sou apaixonada por distopias, li Jogos Vorazes e perdi meu tempo com Divergente, mas não li Admirável mundo novo. Shame om me.
E sabe o que é pior? O livro SUMIU da minha casa. Não encontro em lugar nenhum. Bem feito pra mim.
Acabei comprando a versão digital e ele finalmente será lido.

3) Amar, verbo intransitivo - Mário de Andrade


Esse é um dos poucos livros dessa lista que não tenho vergonha de dizer que abandonei. Curiosamente, porém, não lembro bem o motivo. Em alguma fase da minha vida de estudante, foi pedido que lêssemos Amar, verbo intransitivo. Eu comecei. O livro é fininho e tenho até hoje em casa. Mas não sei, não consegui ir para a frente. Estou pensando se devo lhe dar uma segunda chance, uma vez que não me lembro direito porque o larguei. Vamos ver.

4) Convergente - Veronica Roth


Esse eu não tenho nem vergonha de admitir que abandonei, nem vontade de dar uma segunda chance. Trata-se do terceiro livro da - antes - trilogia - e agora - quadrilogia Divergente. Li os dois primeiros numa tacada só, mas não porque gostei da história. Algumas coisas são interessantes, mas a Tris, protagonista-narradora me encheu a paciência. Tudo bem que a Katniss de Jogos Vorazes não é exatamente um poço de simpatia, mas a Tris irrita por ser toda derretida pelo Quatro, seu par romântico.
No terceiro livro, a narração começa a ser dividida entre a Tris e o Quatro. Até onde eu li, era mais melação do que ação. Para ajudar, tomei spoiler do final. Pois é.

5) De repente Ana - Marina Carvalho


Por nenhum motivo em particular. Como eu poderia falar mal de um livro que foi determinante para me tirar da ressaca literária em que me meti no mês passado. Na verdade, devo isso mais ao primeiro livro da série, Simplesmente Ana. O que acontece é que... eu vou guardar esse para outro período de ressaca literária. Ainda mais agora que descobri que tem um terceiro livro, sobre a filha de Ana e tal... Um dia.

6) Histórias extraordinárias - Edgar Allan Poe


Eu quis muito, muito mesmo, gostar desse livro. Desisti uma vez, mandei o livro embora... minha tia me enviou 20 livros novos, entre eles outra edição de Histórias extraordinárias. Tentei de novo... não deu. Não deu! Entende? Ainda não decidi se vou tentar de novo. Ele está lá na minha estante, esperando... o que eu não sei. Ser lido? Ser vendido no sebo? Ser doado? Realmente não sei.

7) Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis


Mais um livro pedido na escola. Quando peguei esse para ler, eu demorei para entrar na história. O estilo muito rebuscado, vários termos que eu não tinha ideia do que se tratava. Mas, quando faltava apenas uma semana para a prova, resolvi me dedicar. Lembro de ter ficado em casa na véspera, lendo o livro enquanto toda a minha família jantava na casa da minha tia. Eu tinha a ilusão de terminar o livro naquele dia. Mas não deu. Cheguei bem pertinho do final, mas estava morrendo de sono e tive que dormir, pois acordava muito cedo para ir para a escola. Depois da prova, não tive vontade de terminar.

8) O Código Da Vinci - Dan Brown


Esse talvez eu releia, talvez não. Não me sinto muito culpada por tê-lo abandonado. O que aconteceu foi o seguinte. Li até a metade. Um dia, na casa da minha tia, mudando de canal descobri que estava passando o filme... e adivinha... estava bem na parte onde eu tinha parado no livro. Quem disse que tive vontade, na época, de ler o restante? Hoje em dia, esse tipo de coisa não me atrapalha, mas na época eu era uma iniciante.

9) O mundo de Sofia - Jostein Gaarder


Esse é um caso complicado. Ele tem a fama de ser um livro bom para meninas de 15 anos. Portanto, ganhei da minha prima um mês antes do meu aniversário de 14 anos. Ou seja, estamos em agosto, um mês antes do meu aniversário de 26 anos. O que significa que o livro que ganhei aos 13 anos - com uma dedicatória imensa e linda - eu ainda não li. Para ser justa, tentei duas vezes, na segunda, cheguei perto da metade. Mas no fim das contas percebi que não estava pronta para um livro de filosofia indicado para meninas de 15 anos. Desse eu realmente tenho vergonha de colocar na lista.

10) O retorno do rei - J. R. R. Tolkien



Esse eu coloco aqui com muita dor no coração. Como já disse outras vezes, a edição que li de O senhor dos aneis foi o volume único com os três livros. Ou seja, quando cheguei no final de O retorno do rei eu não aguentava mais carregar aquele tijolo. Não me entenda mal, ainda amo essa trilogia com todas as minhas forças, mas na época pensei... ok, a guerra acabou, porque tenho que ler a volta dos 4 hobbits para o Condado?
Eu sei, eu sei. Sei perfeitamente bem que ainda tem muita história para contar depois que eles se despedem do Rei, mas... eu precisava de um descanso. Se serve para acalmar os ânimos, eu vou reler a trilogia inteira. Ainda não sei quando, mas em breve. Basta criar coragem.

Extra: O morro dos ventos uivantes - Emily Brontë



Esse é o livro que sempre me vem à mente quando penso em dar uma segunda chance a um livro que abandonei. Eu tentei ler esse pelo menos duas vezes, sem sucesso. Não conseguia passar pelo narrador mala. Muito mala, diga-se de passagem. Mas, na terceira vez, era uma questão de honra! Além do narrador mala, a escrita também era muito difícil, mas a loucura do protagonista - que, pasme, não é o narrador - me prendeu. Fui até o fim nessa terceira tentativa e nunca me arrependi. Eu adoro O morro dos ventos uivantes e tenho muito orgulho de ter conseguido lê-lo até o fim.

Comentários

  1. Lista justa essa. Só não posso perdoá-la por ainda não ter lido Admirável Mundo Novo! hahahaha Mas me contento com o final feliz da sua história, porque concordo que ele é um dos três distópicos que precisam ser lidos!

    Tô brincando. Sempre temos o nosso tempo, e não existe arte ruim - apenas arte para o qual você não está preparada. Por exemplo, nunca estarei pronta para levar a cabo "50 Tons de Cinza"... não é problema do livro.

    E sobre Machadão... bom, Leandro Karnal, em "Hamlet e o mundo como um palco", foi bem taxativo: fizeram com Shakespeare a pior coisa que poderiam fazer com um autor e o mesmo que fizeram no Brasil com Machado: passaram a cobrá-lo em escolas. Quando você, por mais precoce que seja, não possui estrutura psíquica para apreciar a obra em sua totalidade. Mesmo que a gente acabe curtindo uns clássicos dos tempos de escola, o modo como são cobrados acaba tornando muitos deles impopulares.

    Lista corajosa a sua! :D

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  2. Todos temos essa lista... Machado de Assis está na lista de todo mundo, com pelo menos um título. Eu consigo lembrar de pelo menos dois (Memórias póstumas e Dom casmurro... Pode?).

    Mas vou corrigir o pensamento errado que lhe transmitiram: O Mundo de Sofia não é exatamente o melhor livro para garotas aos 15, e sim o melhor livro para abrir uma mente adolescente. Lido mais cedo, ou mais tarde, não importa. Se você tem uma mente filosófica adormecida (que eu vou chamar novamente de mente adolescente), etão esse é o único livro de auto ajuda que eu conheço. Faz você pensar e repensar muita coisa que você ouviu desde criança e que ainda não tinha decidido refletir sobre. Não vai mudar as suas convicções religiosas ou filosóficas, mas você vai aprender a pensar nelas... Não conheço a sua mente tão bem para julgar, mas digo que você é nerd, não filósofa... Mundos utópicos ou distópicos só vão te carregar até o final da trama, quando a trama for o objetivo. Como o livro em questão quer levar o leitor a pensar, a história fica em segundo plano e você vai continuar perdendo o interesse...

    Não acho que vai te impedir ou motivar, saber disso, e eu posso estar errado quanto a essa cabecinha preciosa cheia de histórias e estórias, mas se eu estiver certo, entender a dificuldade pode te levar até essa última página.

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