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Mostrando postagens de 2014

Livro | Resenha | Quem é você Alasca? - John Green

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Título original: Looking for Alaska - John Green

"Antes"
Miles Halter é um garoto de dezesseis anos que gosta de ler biografias e colecionar “últimas palavras”. Ele não tem uma vida muito empolgante, não tem amigos, apenas colegas, dos quais nem gosta muito. Ao ler a última frase dita por François Rabelais (“Saio em busca de um Grande Talvez”), que passa a ser a sua preferida, decide ir atrás de seu próprio Grande Talvez. Miles pede para que os pais o matriculem no colégio interno em que o pai estudou, a Culver Creek, onde pretende descobrir novas maneiras de interagir com o mundo, com as pessoas, conhecer-se melhor, enfim, aventurar-se. O colega de quarto de Miles é Chip Martin, um garoto baixo, forte e rebelde, que odeia os garotos ricos do colégio por princípio, e é ele quem apresenta Miles à Alasca Young. Os fãs mais apaixonados por John Green vão ter que perdoar aqui, pois a melhor maneira de começar a descrever Alasca é dizendo que ela é um clichê. Calma, vou explicar: …

Livro | Resenha | As crônicas de Nárnia - C. S. Lewis

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Possíveis spoilers.
"Inclino-me quase a afirmar como regra que uma história para crianças de que só as crianças gostam é uma história ruim. As boas permanecem." - C. S. Lewis.
Um dos exercícios mais difíceis e essenciais para uma leitura proveitosa é aquele que exige do leitor adaptar-se ao livro que vai começar a ler. Ou seja, entrar no clima da história, seja romance, terror, drama, comédia ou, como o assunto desse post, infantil. Quando peguei "As crônicas de Nárnia", de C. S. Lewis para ler, eu procurei ser cuidadosa. Não que a leitura possa ser incomoda para a mente de um adulto, mas certamente a compreenção será diferente. Para dar exemplos práticos, quando eu era criança e assistia "Chaves", "Chapolin" e "Os Simpsons", eu interpretava as histórias de maneiras completamente diferentes das que interpreto agora. Hoje tenho consciência de que "Os Simpsons" é tudo, menos um desenho feito para crianças. A minha edição é o v…

Livro | Resenha | Orgulho e preconceito - Jane Austen

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O livro é narrado em terceira pessoa (um viva para isso!) e conta a história da família Bennet, que, como outras famílias da região, descobre que há um novo rapaz rico e solteiro chegando para passar o verão. Imediatamente, a Sra. Bennet tenta convencer o marido a, conforme o protocolo da época, ir visitar seu novo vizinho, o Sr. Bingley, a fim de que, em algum momento, ele se apaixonasse e casasse com uma de suas cinco filhas. A situação financeira da família Bennet, apesar de boa, não é muito promissora. Por não ter tido nenhum filho homem, assim que o Sr. Bennet falecer, suas propriedades passarão para um parente distante, o Sr. Collins, que nenhum deles jamais conheceu, e que poderia facilmente expulsar a Sra. Bennet e suas filhas de sua casa, deixando-as sem nada. Por isso mesmo que é tão importante para a Sra. Bennet que uma de suas filhas, de preferência todas elas, faça um bom casamento. Porém, pode ser que nem tudo saia do jeito que a pobre Sra. Bennet deseja... As cinco filh…

Livro | Resenha | Belas maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Passei um pouco mais de um ano ensaiando para escrever essa resenha, simplesmente porque não sabia por onde começar. Algumas pessoas que me conhecem sabem que tenho um ou mais parafusos soltos, e talvez seja uma consequencia, mas adoro o humor britânico, e alguns livros conseguem me fazer rir por coisas que muita gente não acharia a mínima graça.

Sim, enrolei por um parágrafo, se isso fosse um texto jornalístico eu estaria levando uma bronca do meu chefe e tendo que reescrever tudo até aqui. Enfim, sem mais delongas, não é dessa vez que vou escrever sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias, mas sim sobre o livro Belas Maldições - As belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, publicado em 1990.
Quando vi esse livro não sabia muito o que pensar, primeiro porque não tinha lido nada do Terry Pratchett até então, e segundo porque achei que era mais um livro do Neil Gaiman, e não, não estou reclamando, sou fã dos livros que já li dele, mas imaginava …

Blog | Comentários

Um comentário pelo amor de Deus. Um comentário, meu, por caridade...
Não, não vou comentar nem responder comentários do blog. Também não vou pedir por nenhum comentário. Apenas vou tentar repassar para vocês uma discussão frequente em um grupo que sigo no Facebook, além de outras considerações que acumulei sobre o assunto durante meus seis anos como ficwriter e blogueira. E, não vou mentir, vou procurar conscientizar alguns de vocês da importância de gastar alguns minutinhos comentando um post, um capítulo, qualquer outro conteúdo recebido na internet... Você pode perguntar para qualquer produtor de conteúdo para internet o que é que o deixa mais feliz. A resposta será ter o retorno daquilo que ele produziu. E aproveite e pergunte o que é que o deixa mais desanimado para continuar produzindo: não receber esse retorno. Estamos falando de dinheiro? Não. Poucas pessoas conseguem efetivamente ganhar dinheiro na internet. Estamos falando de reconhecimeno pelo trabalho feito? Talvez, isso ser…

Livro | Resenha | Morte súbita - J. K. Rowling

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O primeiro romance da autora da série Harry Potter, que se arrastou por sete livros e mais três livros complementares (Animais fantásticos & onde habitam, Quadribol através dos séculos e Contos de Beedle, o Bardo) é completamente diferente daquilo que seus fãs estão habituados. À época de seu lançamento, e sob a sombra daqueles que acham que J. K. Rowling deu apenas a sorte de escrever o livro certo para o público certo, Morte súbita carregou nos ombros a responsabilidade de provar que JK não é apenas uma boa escritora, mas que sua carreira pode sobreviver após, apesar e além de Harry Potter. O livro foi lançado em 2012, e acredito que muita gente esteve pensando exatamente como eu. Se por um lado não se aguentavam de vontade de comprar o livro e descobrir como ele era, por outro tinham receio de não sentir a mesma emoção na leitura dele, que sentiram ao ler Harry Potter. De fato, não senti as mesmas emoções, mas isso não foi ruim. Como eu disse antes, Morte súbita é completamente…

Livro | Resenha | Divergente - Trilogia Divergente 1 - Veronica Roth

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A história se passa em uma Chicago distópica, delimitada por uma cerca e guardada por homens armados, onde a sociedade se dividi em cinco facções: Abnegação – que prega o altruísmo e a ausência de vaidade. Geralmente, os líderes dessa facção são eleitos para o Conselho da cidade, por terem o espírito livre da tentação pelo poder. Não é a minha facção. Sou mão de vaca mais do que abnegada e ando meio cansada de pensar nos outros. Amizade – que é bem parecida, pelo menos ao meu ver, com a Abnegação, embora eles não tenham nenhum problema com vaidades, nem sejam tão compromissados com o altruísmo. Essa facção busca a paz e o diálogo. Sua sede parece um bom lugar para passar o verão, mas eu não sei se conseguiria passar o resto da minha vida seguindo esse padrão. A Amizade é responsável por distribuir os alimentos que eles cultivam. Audácia – é o grupo que fica responsável por guardar as cercas da cidade, embora nem mesmo eles saibam direito o motivo para tanta precaução. Uma ou duas vezes n…

Livro | Resenha | A culpa é das estrelas - John Green

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Mais um livro lido na série “todos estão lendo, então quero saber do que se trata”. É uma citação desse livro aqui, outra ali, e já tem até data de estréia no Brasil da adaptação para o cinema. Logo, vocês já devem saber que é um sucesso. Mas o que isso realmente significa? Muitas coisas fazem sucesso hoje em dia. Todos os livros que li nos últimos três anos tinham a inscrição “Best seller no New York Times”, o que agora posso dizer por experiência, não é sinônimo de qualidade. Trata-se de um livro Y/A, young-adult ou, ainda, Jovem-adulto, público alvo que tem recebido bastante atenção do mercado publicitário nos últimos anos. Isso porque os fãs de Harry Potter e Crepúsculo cresceram e as editoras estão interessadas em fisgar esses leitores e sua tendência a amar incondicionalmente uma série. Vale dizer que “A culpa é das estrelas” pode até ter o mesmo público alvo, mas não tem elementos fantásticos, nem faz parte de uma série. É um livro solo, narrado em primeira pessoa e bem simples d…

Divagando | Harry Potter, Romione e J. K. Rowling

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[Esse post pode conter spoiler]
            Harry Potter e os personagens secundários


Nunca morri de amores pelo protagonista, embora seja difícil não gostar dele. No fundo, acho que gosto dos underdogs, os perdedores, pessoas como Ron, Mione, Neville e Luna. Não que Harry seja uma pessoa feliz e sortuda, exatamente o contrário. A única família que lhe resta o odeia e ele passa boa parte da vida sem saber porquê, seus pais foram assassinados e desde que tinha apenas um ano de idade, tem sido caçado pelo bruxo das trevas mais poderoso que já existiu. É muito azar e tristeza para uma pessoa só. Sinceramente não sei como Harry conseguiu se manter depois do final deprimente de “A Ordem da Fênix”, parabéns a ele pela perseverança. Essas são as coisas que eu gosto em Harry, o fato de que, apesar de tudo, ele não desiste. Porém, Harry é o protagonista e isso lhe dá certas vantagens. Sim, eu acabei de citar as coisas ruins de sua vida e já estou falando das vantagens. Parece estranho, mas siga c…